Postado em 20 de Maio de 2019 às 17h23

    A ARTE DE SER FELIZ!

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    Difícil de explicar mas desejada por todos, a felicidade pode ser definida como um estado de espírito, repleto de emoções e sensações diversas. Tem um significado diferente para cada pessoa e não existe uma fórmula mágica para se chegar até ela: cada um é feliz como quer ou pode.

    Felicidade também pode ser definida como satisfação, contentamento, sucesso e bem-estar. A felicidade é tudo que é bom, que traz prazer e alegria. Pode estar nas pequenas coisas, como ver o mar, por exemplo. É preciso que cada um descubra seus próprios valores de felicidade.

    A falta de perspectiva de vida e de futuro, a não aceitação de si mesmo, a falta de auto-estima e a busca pela aprovação dos outros, etc., são os obstáculos que impedem as pessoas de atingirem a felicidade. A sociedade cria e impõe um modelo de sucesso, por isso temos sempre no outro o ponto de referência, achamos que ele é mais feliz.

    A felicidade tem muitas variáveis e é preciso saber lidar com situações adversas, como por exemplo: o fracasso, o tempo todo. Do contrário a vida seria muito fácil. Se tudo se torna realizável, os objetivos ficam estreitos.

    A felicidade e o amor
    A felicidade está ligada ao amor, não só entre homem e mulher, mas ao sentimento. Eles são proporcionais à capacidade que você tem de gostar de si. Para estar feliz é preciso se gostar, se amar, estar de bem com a aparência, com o corpo e com tudo o que você é. (autoestima).

    Nos relacionamentos Tanto de amor como amizade), é comum criarmos expectativas sobre o outro, imaginar como podem ser. Esperamos por um alguém a vida inteira e não avaliamos se a felicidade está realmente em encontrarmos esse alguém. Quem sempre idealizou um príncipe não vai querer aceitar a pessoa como ela é, vai querer transformá-la.

    O pensamento positivo permite lidar melhor com as frustrações e decepções do dia-a-dia e deixa ver o lado bom das coisas. Dizer: “não tenho sorte”, “não consigo”, “está errado”, só nos empurra mais para baixo. O bom humor faz com que acreditemos mais em nós mesmos e a buscar recursos para as coisas que pareciam sem saída. A frase que diz: “Rir é o melhor remédio”, está certa. Dessa forma o organismo produz substâncias como a endorfina que proporcionam bem-estar e permite encarar a vida com mais leveza.

    Viva feliz hoje e continue sonhando
    É preciso definir um ideal de felicidade e planejar o futuro, mas não deixar de fazer coisas que deseja até atingir o objetivo. Comemore cada passo, cada vitória. Quem busca emagrecer, por exemplo, precisa festejar cada grama perdido, a lasanha que conseguiu deixar de comer e não ficar feliz apenas quando atingir o peso ideal. Por isso, é importante não criar ideais inatingíveis que possam trazer frustrações.

    Os projetos de vida motivam a seguir em frente. Projete o futuro, mas viva o hoje. Não sofra pensando nas coisas que não conseguirá ter no futuro, não precipite a infelicidade e não vá atrás dos problemas. Desfrute do que conseguiu atingir e sinta-se realizado com as pequenas conquistas.

    Organize passo a passo seus sonhos e desejos. Saiba lidar com os empecilhos e obstáculos que aparecerem no caminho, e tente superá-los. Lembre-se de que crescemos aos poucos e não de uma vez só.
    Entre os segredos para atingir a tão sonhada felicidade estão:

    - Descobrir os próprios valores de felicidade e não os impostos pelos outros;
    - Fazer planos reais e atingíveis para o futuro;
    - Comemorar cada conquista, por menor que seja;
    - Ser otimista e ter pensamentos positivos;
    - Não buscar a perfeição;
    - Saber lidar com fracassos e frustrações;
    - Não antecipar os problemas;
    - Ter mais comprometimento com você mesmo;
    - Observar cada passo e tentar corrigir os erros do percurso.


    Ieda Dreger -Psicóloga e terapeuta sexual
    www.iedadreger.com..br


    Postado em 25 de Outubro de 2017 às 15h00

    Afinal, o que é Bullying?

    Gerais (42)
    Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | A todo momento temos ouvido falar sobre bullying que é praticado em diferentes lugares, principalmente nas escolas. É importante que...

    A todo momento temos ouvido falar sobre bullying que é praticado em diferentes lugares, principalmente nas escolas.

    É importante que tenhamos um espaço para compreendermos o bullying a fim de evitar que outras tragédias venham a acontecer. Tragédias sim, porque a humilhação que muitas crianças e adolescentes sofrem, passam a ser uma tragédia na vida de deles.

    Então,o que é bullying? Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.

    O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. O bullying pode ocorrer em qualquer lugar, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode
    parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

    Ainda importa compreender que para ser bullying, a agressão física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo, a repetição da agressão, a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. Quando o agredido reage ou ignora, ele supera o motivo da agressão e acaba desmotivando a ação do agressor.

    De que forma o bullyng afeta as pessoas agredidas? Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças, adolescentes ou adultos que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da
    personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional das pessoas de tal maneira que elas optam por soluções trágicas, como o suicídio.

    E o que leva o autor do bullying a praticá-lo? Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com o mal estar do agredido. O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar.

    E quem costuma ser o alvo do bullyng? Geralmente alguém tímido, com baixa autoestima e com pouco poder de reação. Além disso, pessoas diferentes, que se vestem diferente, com alguma parte do corpo diferente, etc.

    A platéia é sempre muito importante para o praticante do bullying, porque sem ela, ele não tem para quem se exibir. E a platéia passa a gritar palavras de incentivo, risos ou se calar sendo conivente com a humilhação, às vezes com medo de ser a próxima vitima.

    O que podemos fazer para ajudar? Primeiro explicar nas escolas – para professores, alunos e pais – o que realmente é bullying para que ele seja denunciado quando percebido. A escola deve chamar alunos e pais dos agredidos e dos agressores e abrir canais de comunicação. Não adianta apenas punir, seria tratar da mesma forma. O valentão tem algo a dizer. O humilhado pode precisar de ajuda psicológica. Mas o agressor e sua família precisam ser responsabilizados pelos danos. Todo ato tem conseqüências. Na sociedade, todos somos responsáveis, os pais, os amigos, os vizinhos...agora que você já sabe o que é bullying, fique atento, não deixe que mais pessoas sejam vítimas.


      Postado em 31 de Maio de 2016 às 11h34

      Três gerações vivendo juntas...e bem! É possível?

      Gerais (42)
      Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal |  Três gerações diferentes viverem juntas na mesma casa, é um desafio. Mas é uma realidade cada vez mais...

       Três gerações diferentes viverem juntas na mesma casa, é um desafio. Mas é uma realidade cada vez mais próxima de nós, porque as famílias estão mudando. Há o fato de que os idosos vivem por mais tempo, com mais saúde e em busca de suas realizações e junta-se a isto a realidade das separações. Filhos que retornam a casa dos pais já com seus próprios filhos, em virtude de separação ou dos avós que se dispõe a morar com seus filhos no sentido de auxiliá-los a cuidar dos netos. Seja qual for a razão, o fato é que esta situação pode trazer desgostos se não tivermos jogo de cintura, mas pode trazer imensos benefícios e aprendizagem de todas as partes se tivermos um olhar de compreensão para cada fase e pessoa.

      No passado o idoso era o detentor do conhecimento, nele se concentrava a sabedoria acumulada de várias gerações anteriores e ele era respeitado pela sua comunidade. Com a modernização da sociedade o idoso foi se perdendo no caminho. Ele passou a não ser mais tão valorizado, pois tornou-se desnecessária sua contribuição na construção da história viva de uma sociedade, porque o saber agora se concentra nas escolas, nas universidades, nos livros, nos museus e por último na Internet.

      Mas o idoso vem se reinventando a cada dia. Assim como não é mais atribuído a ele o único detentor do conhecimento, é importante que não atribuamos ao jovem a única esperança do futuro. São cargas que vão tomando outro sentido.

      O jovem pode aprender com o idoso suas experiências de vida e  pode ensinar ao idoso coisas sobre tecnologia e diferentes formas de comunicação, por exemplo. Ou seja, é uma troca possível.

      Os conflitos acontecem porque gerações diferentes têm visões de mundo distintas. Os de mais idade, tem toda a experiência de vida acumulada, e por causa disso, querem sempre poupar os mais jovens de experiências ruins, mas eles se esquecem de que aprendemos a viver vivendo, tendo experiências boas e ruins.

      Os mais velhos, quando na condição de pai ou mãe, sempre consideram os filhos como crianças inexperientes, é muito difícil, para eles, aceitarem que os filhos crescem e, ao se tornarem adultos, podem ter a opção de seguir caminhos diferentes dos pais, ou experimentarem tudo aquilo que foi uma experiência ruim para os pais.

      Eu acredito que o diálogo é sempre o mais recomendado quando os conflitos aparecem. Ele não impede que os jovens procurem, apesar da experiência dos mais velhos, fazerem o que desejam, mas, pelo menos, faz com que reflitam sobre o conhecimento que lhes é passado e, muitas vezes, que sigam os conselhos dados. No entanto, mesmo que os jovens reconheçam e ouçam o que os idosos dizem, isso não os impede de questioná-los e seguir seus próprios caminhos.

      Sempre haverá mudanças e elas serão cada vez mais aceleradas. Quanto mais a idade avança, mais difícil é mudar, porque os hábitos, que são a segunda natureza do homem, estão muito mais arraigados e profundamente instalados. Os jovens, então, por assimilarem as mudanças mais rapidamente do que os idosos, sempre terão o conceito de que estes estão ultrapassados.

      Os choques entre as gerações sempre irão existir, mesmo que mudem os motivos que os provoquem, uma vez que o que está por trás de qualquer conflito é a luta pelo poder.

      Por Ieda Dreger. 


      Postado em 31 de Maio de 2016 às 11h23

      Você acredita em que?

      Ieda Dreger | Psicóloga em Chapecó | Especialista em Psicoterapia de família e casal | Você pensa que você controla seu pensamento? Seu pensamento anda por caminhos que você mesmo nem imagina. Temos muitos pensamentos...

      Você pensa que você controla seu pensamento? Seu pensamento anda por caminhos que você mesmo nem imagina.

      Temos muitos pensamentos que não são bons para nós mesmos, são prejudiciais, e por que ainda assim continuamos pensando essas coisas? Por que são pensamentos automáticos. Eles vêm do inconsciente. Se não identificarmos estas crenças disfuncionais acabamos funcionando como que controlados por um controle remoto invisível.

      Mas, eu te garanto é possível tomar as rédeas da sua mente e conseqüentemente da sua vida. Como?  Vou contar!

      Como funciona o pensamento?

      Tudo o que a gente faz na vida é baseado no que a gente acredita, ou seja, baseado em nossas crenças internas. Tudo. A roupa que você escolhe lá na loja é baseada no que você acredita que é adequado ou não para você. O curso, a escola, que você fez foi baseado no que você acredita que se encaixa com você. As pessoas que você permite que entrem na sua vida são baseadas no que você acredita que possa ser bom.  

      Funcionamos baseado em nossas crenças internas, nem sempre o raciocínio lógico participa das nossas escolhas, das nossas decisões. Como por exemplo a decisão quanto a que namorado vai escolher ou qual bairro vai morar. Toda decisão é baseada em suas crenças internas.

      Cada crença interna é baseada em nossas representações mentais pessoais. Esta é a nossa forma de ver o mundo, e é diferente para cada pessoa. Dois irmãos criados juntos têm perspectivas diferentes um do outro, pois têm aprendizados diferentes, tem experiências diferentes. Todo sentimento, e todo que a gente tem é determinado pelo modo como a gente interpreta o mundo através das nossas crenças internas.

      Mas como é que se consegue perceber a perspectiva de cada um? Como é que descobrimos qual a crença interna de cada um, já que nem sempre são claras? O grande sinalizador são os nossos sentimentos. A forma como você reage, e a intensidade de suas emoções dão o caminho para chegar às crenças e que normas internas estão regendo sua mente.

      É por isso que o psicólogo está sempre perguntando, questionando quais sentimentos estão vindo à tona. Quais as angústias, quais as ansiedades, o que está deixando nosso paciente para baixo. Até conseguir identificar que sensação é essa que você está sentindo é comum a pessoa dizer ”eu me sinto muito mal”. Mas que sentimento é este? É angústia, é humilhação, é medo, é o que? Que nome tem esse sentimento.

      Esse é o grande caminho para o psicologo atingir a vida mental, o funcionamento cognitivo e assim fazer muita coisa pelo paciente. Quando descobrimos o que te deixa inseguro, quando descobrimos o porque, por exemplo, você sente que toda vez que está falando com alguém ou fazendo alguma coisa, sente que está sendo observado e julgado pelos outros, poderemos mudar esses sentimentos e finalmente você irá se permitir a ser livre dos medos.

      O importante é perceber que a gente forma algumas idéias muito distorcidas, e isso nos prejudica de uma forma tão silenciosa que ninguém percebe. É como um cupim que vai comendo a madeira por dentro. Para quem vê de fora está tudo perfeito, tudo lindo! Mas vai lá olhar por dentro...

       “A auto condenação envolve a crença em uma mentira a respeito de nós mesmos”.

      Avalie suas auto condenações, procure as mentiras que você vem contando para você mesmo. Você pode pensar “poxa aquela moça na adolescência foi o patinho feio, mas se ela se olhar no espelho ela não vai perceber que a realidade hoje é outra?” Não. Porque sempre interpretamos e muitas vezes distorcemos tudo o que acontece com a gente

      Falei agora há pouco das crenças que  a gente vai introjetando, a medida que passa pela vida vamos acumulando crenças a respeito de nós mesmos e do mundo. Estas crenças se tornam os nossos princípios. Já perceberam quando alguém faz determinada coisa por “princípio”? Muitas vezes a tal coisa não tem lógica. Quantas vezes a gente ouve ”pelos meus princípios eu só faço tal coisa”, ”pelos meus princípios não peço aumento nunca”. Esses princípios agem de uma forma autoritária. Chega um momento que você não questiona mais, não raciocina mais, simplesmente sai agindo e reagindo conforme seus princípios. Por tradição.

      Tem muita tradição sem lógica.Estes princípios são a base da nossa auto-estima. O quanto você se gosta, se valoriza, as qualidades que você consegue enxergar em você são baseados nas crenças que você adquiriu sobre você mesmo. O problema é que você vem carregando muita crença sem utilidade, muita crença que te atrapalha e te deixa depressivo, ansioso, etc.

      É por isso que as pessoas têm mania de ficar repetindo sempre os mesmos erros. É pura falta de perceber que existem outros caminhos. A gente continua errando porque sair dessa “zona de conforto” é muito difícil. Toda mudança tem que ser trabalhada. Eu acredito em trabalho. Pesquisar e descobrir qual é o nó que está amarrando. Dá trabalho mais vale à pena.

      Isso é crescimento. Bom crescimento é perceber bons frutos na sua vida.

      Por Ieda Dreger.