Postado em 24 de Maio de 2016 às 10h34

    Lidando com a separação!

    Casais (31)
    Este deve ser um dos problemas mais freqüentes, a julgar pelo crescente número de divórcios ocorridos ultimamente. O divórcio é a separação de dois indivíduos anteriormente casados, um passo tão perturbador emocionalmente de forma negativa quanto o casamento o é de forma positiva. Divórcio não é questão de menor importância, e quase sempre há um doloroso efeito colateral emocional, se não o efeito principal. Conseqüentemente, a questão de lidar com isso é um fator de muita importância para o prosseguimento de uma vida equilibrada e saudável. 

    Existem duas fases do processo de separação que devem ser levadas em consideração a esse respeito: os eventos que levam ao divórcio legal e o estado pós-divórcio, quando os dois parceiros se separaram tanto legal quanto fisicamente. O período que vai desde o inicio dos procedimentos do divórcio, ou talvez desde a descoberta da necessidade do divórcio, até o ponto da dissolução do casamento está entre as experiências mais traumáticas que dois seres humanos podem vivenciar. Se todos aqueles que se casam estivessem conscientes da forte possibilidade de um divórcio no futuro, talvez ocorressem menos casamentos.
    Ao lidar com a idéia de um divórcio, talvez estes pontos a seguir ajudem a trazer ordem ao que é freqüentemente uma condição caótica.

    Primeiro: Reveja os fatos por trás do desejo de divórcio, olhe os problemas entre você e seu parceiro fria e analiticamente, ou o mais calmamente que puder; se não puder fazer isto, obtenha a ajuda de outras pessoas não envolvidas emocionalmente com seu caso, procure um terapeuta de casal ou um profissional de psicologia para livrar-se de ressentimentos, magoas etc. (isto vale para os dois). È importante conhecer o cenário de um divórcio, e, uma vez que sejam examinados os motivos individuais e as condições que levaram a esse estado de dissolução, uma das duas coisas acontecerá: ou você ficará convencido de que não deve tentar a separação, e aceitar quaisquer problemas que possam existir entre você e seu parceiro ao invés de enfrentar um divórcio, ou descobrirá que no fim das contas, o divórcio é do interesse dos dois. Em qualquer dos casos, o resultado é a clareza da descoberta. Quando lidamos com pânico ou sentimento de depressão no momento em que estamos planejando um divórcio, devemos estar certos desse primeiro passo. A compreensão adequada do cenário de um divórcio é a forma inicial de se enfrentar a situação propriamente dita.

    Segundo: imagine-se da pior maneira possível como resultado do divórcio. Suponha que isso já aconteceu, e que você ficou com o que lhe coube em termos de família, filho, situação financeira. Comece a contabilizar as perdas fora outros fatores positivos da relação. Aceite tudo isso como se já estivesse existindo para você, embora ainda esteja em seu futuro e possa nunca vir a acontecer conforme imaginado. Aceite isso e então trabalhe seu caminho para trás, por assim dizer, já que uma evolução é sempre possível, enquanto uma piora do que você já considerou como sendo o pior não tem chances de acontecer. Novamente, se num exame cuidadoso você descobrir que não pode enfrentar as desvantagens do divórcio imaginando, e descobrir que, apesar de tantos problemas de incompatibilidade entre você e seu cônjuge, prefere o casamento imperfeito ao divórcio perfeito, você ainda pode alterar o curso de seu casamento e evitar a separação neste ponto.

    Terceiro: enfrente as formalidades essenciais e considerações materiais, assim como cabo-de-guerra emocional que envolve filhos inocentes, reduzindo-as a simples necessidades, que devem ser resolvidas o mais depressa possível Delegue a negociação real a profissionais que não estejam envolvidos. Remova a si próprio do contato imediato com a parte oposta o máximo que puder, a não ser que ainda possa ter esperança de reconciliação. Claro que isto pode acontecer, especialmente quando as duas partes se encontram, frente a frente. Lembre-se de que os procedimentos do divórcio podem ser tão difíceis para o seu parceiro quanto estão sendo para você.

    Quarta: não discurse contra o casamento enquanto instituição, não fale com seus amigos sobre a terrível pessoa que é seu cônjuge nem de como você está feliz por ter se divorciado. Quanto melhor for o relacionamento após a separação, até o ponto de permanecerem amigos, menos você terá de lidar com o problema, principalmente se tiverem filhos. É fato sabido que os sentimentos de culpa podem entrar na consciência da pessoa menos tenha sentimentos de culpa, simplesmente porque a idéia de estar brigado ou de sentir-se hostil com alguém com quem você conviveu por longo tempo é desagradável e freqüentemente inaceitável para as pessoas. Como resultado desta atitude indulgente você poderá até descobrir pontos bons no seu primeiro casamento, que nunca teria enxergado. Em alguns casos isto pode levar o indivíduo a casar-se de novo com a mesma pessoa ou na pior das hipóteses tornará simplesmente a separação menos deprimente. E mais cedo ou mais tarde se tornará uma benção disfarçada

    Por Ieda Dreger. 

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