Postado em 21 de Maio às 14h15

    Canal Ieda Dreger

    Vídeos (1)


    Postado em 20 de Maio às 17h35

    VOCÊ SABE DIZER NÃO?

    Personalidade (34)

    Se não sabe, está na hora de aprender! 

    Poucas são as pessoas que têm facilidade de dizer não quando alguém lhes pede alguma coisa. Por receio de parecerem egoístas ou grosseiras, elas seguem deixando-se sobrecarregar por não sentirem-se capazes de dar uma boa razão para sua recusa.

    Aprender a dizer não, entretanto, é essencial para o nosso bem estar. Ao dizer não para alguém, estamos dizendo sim para nós mesmos e, assim, evitando provocar um excesso de tensão em nossas vidas.

    Ser uma pessoa prestativa e disponível para fazer um favor a alguém é algo inteiramente diferente de deixar-se explorar... E há pessoas que sabem ser excessivamente persistentes!

    Observamos que em muitas situações, por medo de que se não fizerem o que lhes é pedido deixarão de ser amadas, há aqueles que preferem dizer um sim e depois verificar, que provavelmente, não poderão cumprir o prometido. Com certeza um firme mas delicado não logo de início (dando chance para que a pessoa encontre outra alternativa) será melhor para todos e evitará constrangimentos de ambas as partes.

    Todo mundo deseja ser querido e apreciado e não quer parecer ineficiente. A preocupação com uma possível reação de agressividade a enfrentar é também razoável. Mas há graus e graus de necessidade de sentir-se admirado e de temer se confrontar com a reação negativa de alguém...

    Ao invés de calar-se e sucumbir à pressão do outro, podemos, ao dizer-lhe um não, contribuir para que esta pessoa tome consciência da dimensão de suas exigências, perceba o tempo e o esforço que seu pedido exige e aprenda a respeitar as prioridades alheias.

    ALGUMAS RAZÕES PORQUE DIZER NÃO É TÃO DIFÍCIL

    Falta de auto-estima!

    Muitos de nós fomos educados na convicção de que a modéstia é uma virtude. Mas você tem direito de orgulhar-se pelas coisas que conseguiu e pela pessoa que se tornou. Adquirindo o hábito de recordar-se destes êxitos estará mais fortalecida diante de quem quiser menosprezá-la. Faça uma lista das coisas que fez e das quais se orgulha. Todos temos alguns talentos e capacidades nem que seja saber fazer um bolo delicioso ou ter vencido o medo de viajar de avião! A idéia da lista não é torná-lo um vaidoso e, sim, melhorar a opinião que tem a seu próprio respeito... Evidentemente que se sua autoconfiança está devidamente alimentada, sua probabilidade de se deparar com qualquer situação e dizer um não é maior!

    Culpa!
    A culpa é uma das mais destrutivas das emoções. Sofre-se de culpa pelo que se fez ou por algo que se deixou de fazer. Não é uma sensação agradável e, talvez por isso quando nos pedem algo que não queremos fazer, hesitamos em recusar com medo de voltarmos a ter esta horrível sensação.

    Talvez valha a pena analisar o que o faz sentir-se culpado e porque isto tem este efeito sobre você. Claro que cometemos erros no passado. Qualquer um de nós pode olhar para trás e lembrar de atos que não gostaria de ter praticado e de palavras que gostaria de nunca ter pronunciado. Mas só vale a pena olhar para os erros do passado se for para aprender com eles. Olhar para trás para reviver as angústias da culpa é um perfeito desperdício de energias! Use estas energias para entender este mecanismo da culpa em sua vida e assim terá condições de não se deixar pressionar na hora em que precisar dizer um não.

    Necessidade de ser apreciado!
    De uma coisa pode estar certo: mesmo que seja perfeito, nem todo mundo gostará de você. Concordar com tudo que lhe pedem para que todos gostem de você é tarefa fadada ao fracasso! Se você não aprecia a si próprio, ninguém o fará e, muito menos, porque faz tudo o que lhe pedem. Logo alguns se aperceberão de que a única razão pela qual faz tudo que lhe pedem é o seu anseio desesperado de ser apreciado e vão tirar partido deste fato... Dizer não quando é isso que quer dizer é um direito que lhe assiste.

    DICAS PARA APRENDER A DIZER NÃO
    1. Pergunte-se se o pedido é ou não razoável e se quer aceitá-lo ou recusá-lo. Se tiver dificuldade em decidir-se, é porque, provavelmente, quer recusá-lo.
    2. Se achar que precisa de mais pormenores, peça-os.
    3. Se chegar à conclusão de que quer dizer não, diga não.
    4. Seja breve, dando uma explicação mas não uma série de justificativas. Há muitas maneiras de dizer não, mas a única que permite fazê-lo sem perder o amor-próprio é ser direto. Muitas vezes as pessoas acabam por arranjar desculpas - que com freqüência são mentiras - para evitarem fazer uma coisa que preferem não fazer.
    5. Não se desculpe. Se começar por dizer "lamento muito, mas..." estará dando margem a que a outra pessoa possa tentar manipulá-lo, jogando com seus sentimentos de culpa.




    Ieda Dreger
    Psicóloga e Terapeuta Sexual
    www.iedadreger.com.br


    Postado em 20 de Maio às 17h33

    SEU CIÚME É NORMAL?

    Casais (33)

    Algum nível de ciúmes é necessário em todo relacionamento. Todos nós, alguma vez, já o sentimos. As pessoas costumam dizer que o ciúmes é o tempero do amor, aquela pitada que o incrementa, mostrando que o interesse de um pelo outro permanece aceso. A presença de ciúmes é saudável nas relações amorosas. O ciúmes serve como um sensor. Sua ausência, tanto quanto seu excesso, pode prejudicar o relacionamento.

    Muitas vezes reações de ciúmes são esperadas, por exemplo na descoberta de uma infidelidade.Também quando não há intimidade suficiente no relacionamento, o ciúmes pode se intensificar, pois o companheiro tenta desesperadamente seguir por uma estrada onde a sinalização não é clara e por isso fica testando o relacionamento o tempo todo.

    Quando o ciúmes se torna excessivo, ao invés de fazer bem ao relacionamento, acaba tendo o efeito oposto, muitas vezes afastando o companheiro. Na ânsia de não perder a pessoa amada, o ciumento cerca os passos e sua liberdade de seu parceiro de tal modo, invadindo seu espaço pessoal e sua privacidade, ferindo seus sentimentos com acusações infundadas, que afrouxa os laços que os uniam. O controle que o ciumento excessivo tenta ter sobre o seu parceiro vai "sufocando" a vítima do ciúmes, que se afasta cada vez mais para poder "respirar". Seus atos, suas amizades, seu trabalho, seus pensamentos, suas fantasias e lembranças, tudo parece ameaçar a segurança do ciumento. O ciúmes doentio faz com que sua vítima se sinta cada vez mais ressentida com a falta de confiança do companheiro em seu comprometimento para com ele.

    De modo geral, o ciúmes muito intenso é sinal de dificuldades emocionais.

    A desvalorização de si mesmo, a baixa estima, é uma das causas importantes do ciúmes intenso. Pessoas seguras de si, de seu valor, costumam lidar bem com seus sentimentos de ciúmes, não se deixando levar por eles e até fazendo com que revertam em proveito do próprio relacionamento. A segurança contra a competição é a grande arma destas pessoas.

    Outro fator que podemos apontar como fator do ciúme excessivo é o medo da intimidade, que é utilizado neste caso para distanciar o parceiro neste caso. Mas não só da intimidade sexual, da intimidade como um todo, de poder mostrar-se ao outro como realmente se é.

    Outro fator que pode levar à desconfiança e ao ciúmes descontrolado é a mudança no comportamento do parceiro, que pode ser interpretada pelo companheiro como sinal de que pode estar havendo ou haver maior oportunidade de traição.

    A diminuição da frequência sexual de um dos companheiros pode ser uma destas mudanças.

    O aumento do interesse do parceiro por eventos sociais, amigos e outros assuntos que não faziam parte do contexto deixam o ciumento de “orelhas em pé” sobre o que "parecia sobre controle".

    Um fator importante em todos os casos de ciúmes demasiado é a prevalência da fantasia em lugar da realidade, que alimenta esta emoção. Pensamentos e/ou imagens distorcidos aumentam o ciúmes, o que leva a novos pensamentos e/ou imagens distorcidos, em um círculo vicioso.

    O ciumento excessivo, muitas vezes, deve "perder o medo de perder, para não perder". Manter um equilíbrio entre o medo de perder o parceiro e as evidências reais de perigo de abandono é essencial para o ciúmes sadio.

    A ajuda psicoterapeutica é indicada se há ciúmes excessivo. A psicoterapia individual pode ser bastante útil nestes casos. A psicoterapia de casais pode ser indicada paralelamente, isto dependendo da especificidade do caso, que deve ser avaliada pelo psicólogo.


    Ieda Dreger
    Psicóloga e terapeuta sexual


    Postado em 20 de Maio às 17h27

    FALANDO SOBRE INFIDELIDADE (perguntas e respostas)

    Casais (33)

    No consultório e em meu site, tenho visto, ouvido e sido questionada sobre várias itens com relação a infidelidade. Fiz uma mescla de alguns deles e vou respondê-los a fim de esclarecer alguns mitos.

    1. Quando revelada a infidelidade, há o divórcio: Ninguém casa pensando que um dia vai ser traído, mas é inevitável também não pensar sobre isso. Diversas pessoas, quando não passaram por tal situação enchem a boca para dizer que jamais perdoariam e depois a história muda. Na grande maioria dos casos a infidelidade não é “o” problema, e sim a forma de manifestação de um problema. Para muitos casais com os quais trabalho a infidelidade é uma forma de reconstruir o casamento, amadurecer a relação e torná-la mais forte.

    2. Todo mundo trai. A infidelidade tem realmente crescido. Isso leva cada vez mais casais a buscarem ajuda psicológica. Mas estamos longe de dizer que TODOS traem. Isso seria uma posição confortável para aquele que trai. Pode aliviar a consciência apenas. Diversos casais vivem bem sem passar por esta turbulência.

    3. Quem trai não ama o cônjuge. Muitas vezes é apenas uma forma de mostrar a insatisfação, mesmo que ainda exista amor. Ainda que condenável, o início de relação extraconjugal está mais perto de uma falta de capacidade de lidar com os problemas de uma relação, de um casamento, do que a falta de amor. Às vezes a falta de diálogo para pequenos desgostos como rotina, desgaste, falta de afeto, etc.

    4. A terceira pessoa é mais bonita, mais elegante ou mais inteligente do que o cônjuge. Claro que num primeiro momento a gente pensa que se há uma troca, deve ser para melhor. Mas precisamos pensar que em qualquer início de relação há uma novidade, baseada na sobrevalorização das qualidades e na desvalorização dos defeitos, trás o frescor que parecia perdido, a paixão, o êxtase, “as borboletas no estômago”.
    A terceira pessoa representa, sobretudo, a oportunidade de viver momentos geradores de bem-estar (em oposição aos momentos de tensão do casamento). O que é valorizado é o prazer destes encontros, e não as qualidades pessoais do(a) amante.

    5. A responsabilidade é do cônjuge traído. Isso ainda é um papo que apareceu nas gerações mais antigas, mas ainda há quem acredite que a infidelidade aconteceu porque o cônjuge traído não “esteve à altura”. O pior, tem traídos que acreditam nisso. É preciso olhar para a relação no seu todo: compreender o papel que a infidelidade veio ocupar na história do casal é um processo mais complexo e profundo.

    6. A infidelidade apimenta a relação. Esta é outra ideia confortável para o cônjuge traidor. Ninguém gosta de ser enganado, seja em que área da vida for. Há formas consentidas de apimentar a relação como swing que seria trazer uma terceira pessoa a relação. Uma traição revela um problema que representa uma quebra de confiança a qual nem sempre é recuperável.

    7. É possível esconder “o caso” e proteger o casamento. Mesmo que o cônjuge traído não busque medidas radicais como colocar um detetive, a maioria das relações extraconjugais acaba por ser descoberta de uma ou de outra forma. Às vezes é por via dos filhos, outras vezes o próprio cônjuge traidor abre o jogo, ou deixa rastros tão evidentes que se faz descobrir, etc. A revelação do segredo pode constituir um forte abalo para todos os membros da família e, ao mesmo tempo, funcionar como um ponto onde se pode virar o jogo. Nenhum casamento está protegido quando há segredos desta natureza.

    8. A infidelidade é mais comum entre os casais que estão sempre a discutir. A verdade e realidade de cada casal está muito distante daquilo que observamos, por isso algumas vezes somos surpreendidos por pessoas que nos pareciam modelos e estão em processo de separação. Discutir não é necessariamente mau. Os casais que temem o confronto, a discussão sadia, estão tão vulneráveis ao problema da traição quanto aqueles que discutem muito. A harmonia conjugal não é mensurável através do número de discussões.

    9. Quem trai não sofre. A infidelidade não pode ser confundida com um azar, fruto de qualquer conspiração divina. Quem trai faz uma escolha e deve assumir essa responsabilidade. Mas isso não implica que a pessoa mereça ser condenada ou que não esteja a sofrer. Poucas pessoas conseguem manter uma relação extraconjugal sem se sentirem debaixo de forte pressão. Os sentimentos contraditórios por que passam podem ser difíceis de entender para quem acabou de ser traído, mas são reais. A atração pelo desconhecido e pela novidade, junta-se a sentimentos de culpa e amor ao cônjuge e podem gerar a sensação de que não há saída possível. Por isso, há pessoas que procuram ajuda especializada nestas circunstâncias.


    10. Lembre-se, fidelidade é uma questão de opção.


    Ieda Dreger – psicóloga e psicoterapeuta sexual
    www.iedadreger.com.br